8 de julho de 2007

Personagem: Isolethe Augusta de Souza Aranha

O Barão de Itapura, Joaquim Policarpo Aranha, desfrutou do luxo de seu palacete por menos de dez anos, tendo morrido em 1902. Com o falecimento da baronesa, em 1921, o solar foi herdado pela caçula e única filha do casal, dona Isolethe Augusta de Souza Aranha, que ali residiu até o final da década de 1930.

Além do palacete, dona Isolethe também herdou dos pais o espírito generoso. Mesmo sem nunca ter se casado, vivia rodeada pela grande família adotiva que abrigava sob seus olhos. Chegou a adotar legalmente três crianças com o intuito de garantir-lhes um futuro seguro. Em 1935, dona Isolethe alugou o edifício para a Arquidiocese de Campinas e a casa passou a ser habitada pelas Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado. A filha do barão, Iaiá, como era carinhosamente tratada pelos mais próximos, e sua família se mudaram para uma casa na Francisco Glicério vizinha do casarão.

Em 1941, o prédio passou a abrigar a Faculdade de Ciências, Filosofia e Letras, um dos braços das Faculdades Campineiras e embrião da PUC-Campinas. Apenas em 1952 o edifício é definitivamente transferido para a Arquidiocese de Campinas por meio de uma venda, com valor simbólico feita por dona Isolethe. Essa transferência de propriedade foi feita em virtude de uma promessa feita por Iaiá à Nossa Senhora Aparecida.

Outro fator histórico foi que o terreno de 20 mil metros quadrados, situado no bairro Guanabara, que pertencia a dona Isolethe foi vendido ao Guarani Futebol Clube e foi o primeiro espaço próprio deste clube de futebol.

Seu nome foi dado a uma rua próximo ao palacete, no Centro de Campinas.

Dona Isolethe sentada; sendo a segunda da esquerda para a direita do espectador.

Um comentário:

Wilson disse...

Eu, sou filho de Jandira Aranha, sendo meus tios, Ismael Aranha, Zenor Aranha e Evandro Aranha, todos filhos de dona Noemia Aranha que era dona entre outras inumeras coisas como produtor de café filha de baronesa. e de dona Isholete augusta de Souza Aranha,que tinha todos os direitos das propriedades da familia onde fomos ROUBADOS por manobras e na época a falta de conhecimento dos citados após o falecimento de dona Noemia, onde ficaram a herança apenas para alguns.Se alguem de mais idade ler este texto sabe do que estou falando.
Edson Aranha Furlan
(rsrenan@terra.com.br)